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SIMNO reforça importância do período proibitivo para a sustentabilidade do manejo florestal em Mato Grosso

Data: Sexta-feira, 13/02/2026 13:48
Fonte: Da Assessoria/SIMNO - YURI KLAUCK

O objetivo da restrição é reduzir impactos ambientais durante o período chuvoso, contribuindo para a conservação do solo, a proteção da vegetação nativa e a sustentabilidade das florestas manejadas.

O SIMNO – Sindicato das Indústrias Madeireiras e Moveleiras do Noroeste de Mato Grosso atua de forma permanente no apoio aos seus associados, orientando sobre o cumprimento da legislação ambiental e reforçando a importância do planejamento antecipado das atividades florestais.

De acordo com a Superintendência de Gestão Florestal da Secretaria de Estado de Meio Ambiente de Mato Grosso (Sema), o período proibitivo coincide com a época de maior incidência de chuvas, quando a exploração florestal se torna inviável do ponto de vista ambiental. A restrição busca evitar danos causados pelo tráfego de máquinas pesadas, como compactação do solo, erosão e abertura de sulcos profundos na floresta.

Para o presidente do SIMNO, João Paulino, o respeito ao período proibitivo demonstra a maturidade e a responsabilidade do setor de base florestal.

“Essa é uma regra que já faz parte do planejamento das empresas sérias do setor. O período proibitivo existe para proteger a floresta e garantir que a atividade continue sendo sustentável no longo prazo. O empresário que trabalha com manejo florestal sabe que preservar hoje é garantir produção amanhã”, destacou.

Durante esse período, todas as atividades dentro dos projetos de manejo ficam totalmente bloqueadas, conforme explicou o diretor executivo do SIMNO, Lucas Duarte.

“O sistema da Sema impede qualquer operação dentro do projeto de manejo, como corte, derrubada, arraste ou seccionamento das árvores. Além disso, as áreas são monitoradas por imagens de satélite, o que garante ainda mais segurança e controle ambiental”, explicou.

Para minimizar impactos produtivos, o setor adota estratégias de planejamento antecipado. As empresas realizam a extração da madeira nos meses que antecedem o período proibitivo, geralmente em dezembro e janeiro, armazenando o material em esplanadas principais previamente homologadas junto à Sema. Toda a madeira é devidamente identificada, cubicada, inserida no sistema Sisflora 2.0 e liberada para comercialização por meio da emissão da guia florestal.

Segundo Lucas Duarte, essa organização é fundamental para manter o fluxo da cadeia produtiva.

“Quem precisa manter a produção durante o período proibitivo precisa reforçar o estoque com antecedência. O planejamento é essencial para atravessar esses meses sem prejuízos e dentro da legalidade”, afirmou.

Mesmo após o encerramento do período restritivo, muitas vezes é necessário aguardar que o solo e a floresta apresentem condições adequadas para a retomada das atividades. A chamada safra da madeira tem início após esse período, quando as empresas reorganizam a extração, o transporte e a formação de estoques para atender o mercado nacional e internacional.

Para o presidente João Paulino, o próprio setor é o maior interessado na conservação ambiental.

“Sem floresta, não existe setor de base florestal. Somos os primeiros defensores da conservação, porque nossa atividade depende disso. Houve uma evolução enorme nos processos de manejo, fiscalização e responsabilidade ambiental, e ainda temos muito a avançar, especialmente em reflorestamento e uso sustentável da madeira”, concluiu.

O SIMNO segue atuando de forma preventiva e orientativa, fortalecendo o diálogo entre empresários, órgãos ambientais e a sociedade, reafirmando seu compromisso com o desenvolvimento econômico aliado à conservação das florestas de Mato Grosso.